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domingo, 8 de novembro de 2009

VÍDEO DA SEMANA - Fechamento de diastemas

Colesterol alto dificulta cicatrização da mucosa bucal

São inúmeros os trabalhos científicos que comprovam que o colesterol alto, a chamada hipercolesterolemia, é um dos fatores determinantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Agora, pesquisa na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP indica que o colesterol alto também é um vilão para os tecidos da mucosa bucal que, alterados, podem acarretar dificuldades no processo de cicatrização. Além disso, a pesquisa revela que alguns desses efeitos são progressivos, ou seja, se tornam mais expressivos com o uso contínuo de alimentação com alto índice de colesterol.
Segundo o autor do estudo, o biólogo Gilberto Silva, isso pode prejudicar um tratamento odontológico que dependa de cirurgia, mas também no uso de aparelhos ortodônticos, ou mesmo em tratamentos odontológicos de rotina. “Se o paciente precisar de uma raspagem, por exemplo, ele ficará mais exposto a um sangramento pela dificuldade de cicatrização e com maior chance de desenvolver uma infecção”, avalia.
Como a obesidade se tornou uma questão de saúde pública e vem aumentando de forma bastante acentuada também na infância e na juventude. Quando observada nos primeiros anos de vida leva a um maior risco para altos índices de colesterol, triglicérides e alterações cardiovasculares na vida adulta. A partir daí, o pesquisador resolveu investigar os efeitos das fases iniciais dessas alterações, ou seja, nas idades infantil e juvenil, sobre os tecidos bucais e a capacidade de cicatrização.
A pesquisa foi realizada com ratos da raça Wistar, o mais utilizado pelos pesquisadores, pois a cicatrização da pele desse animal é muito semelhante a cicatrização da mucosa bucal do homem, segundo Silva. Foi oferecida aos animais uma ração preparada com 1% de aumento (em peso) de colesterol e mais 20% de óleo de soja, por um período de 2 a 6 semanas, para avaliação dos tecidos bucais.
Silva diz que, levando-se em consideração a literatura, o aumento obtido nos níveis de colesterol foi semelhante aos observados em humanos com sobrepeso, ou seja, 22% no colesterol total e 23% de aumento no LDL em média. Ainda, segundo Silva, pessoas obesas ou obesos mórbidos podem ter índices maiores de aumento do colesterol. A orientadora do trabalho, professora Marilena Komesu, da FORP, revela que, considerando a idade dos animais utilizados na pesquisa e as características do aumento do colesterol, o trabalho procurou mostrar a situação de crianças e adolescentes com sobrepeso, ou seja, aqueles com maus hábitos alimentares, que não fazem exercício e que estão se tornando bastante comuns na população em geral.
Os pesquisadores lembram, no entanto, que a alteração no colesterol pode acontecer em qualquer idade, mas escolheram essa por ser preocupante por vários motivos. “Além de estar aumentando essa população, o aumento do colesterol nessa fase pode ser completamente assintomático, ou seja, despercebido, e, ainda, com o início precoce de alterações no colesterol os problemas podem ser mais graves na vida adulta”.
Foi analisada a morfologia da pele e também a língua do animal em quatro regiões diferentes, além do palato mole, do duro e a gengiva. Todas as avaliações dos animais tratados com a ração enriquecida com colesterol apresentaram alterações, tanto no período inicial do processo de cicatrização, quando ocorre a reação inflamatória, como no período final. “Foi observado que, mesmo no período inicial do aumento do colesterol no organismo, duas semanas após o uso da ração enriquecida, já é significativa a alteração no epitélio bucal e consequentemente no processo de cicatrização”, afirma o pesquisador.
Além disso, ele diz que as células são maiores e estão presentes em menor número, o que indica que provavelmente ele está mais suscetível a lesões. “Todo o processo de cicatrização, composto de fases, sofre um atraso”.
A literatura científica, segundo Marilena, só havia relatado até hoje a relação entre a variação dos lipídios HDL, colesterol bom, e LDL, colesterol ruim, e infecções bucais, mas nada sobre a dislipidemia, que é a presença elevada ou anormal desses lipídios, e as alterações bucais. “O que já havia sido comprovado é que a elevação ou anormalidade desses lipídios causam alterações nas células intestinais. Mesmo os trabalhos existentes são controversos, pois não deixam claro se essas variações é que causam as alterações nas células, ou se as alterações nas células é que causam as variações”, diz a orientadora.
Ainda, segundo Marilena, as alterações vasculares são comuns na dislipidemia e nesse caso, durante uma cirurgia pode haver problema com pacientes com alterações de colesterol. “Como na odontologia se trabalha com doenças bucais e lesão de mucosas é necessário saber se o paciente não corre risco de danos maiores por conta do colesterol”, lembra a professora.
Fonte: Agência USP

Novidades no mercado odontológico

UM CHOQUE NA PLACA
A Soladey, feita no Japão,tem um cilindro de dióxido de titânio que cria um processo eletroquímico para substituir a ação do creme dental.Já está à venda,nos Estados Unidos por 30 dólares. Ela fuciona da seguinte maneira: A luz estimula o cilindro de titânio a liberar elétrons, com carga negativa. Depois os elétrons se misturam à saliva e são distribuídos pela boca e finalmente íons de hidrogênio com carga positiva presentes no ácido da placa bacteriana são atraídos pelos elétrons. A reação eletroquímica neutraliza o ácido, e a placa bacteriana vai se desfazendo.
Quem não abre mão do frescor proporcionado pelo creme dental pode complementar a escovação com um anti-séptlco bucal.

AJUDA DIGITAL
A Triumph, da Oral-B, vem com o minicomputador SmartGuide, que mostra se os dentes estão sendo escovados corretamente. Custa 150 dólares nos Estados Unidos
Sensores e microchips informam ao SmartGuide os movimentos da escova. O aparelho avisa se a pessoa está usando muita força e controla o tempo de escovação. O SmartGuide indica também quando é hora de trocar a cabeça da escova.

VALIDADE ESTENDIDA
A americana TiFinity dura dez vezes mais que as escovas convencionais. Tem cerdas de titânio ultrafinas e custa 50 dólares nos Estados Unidos: O que tem esta escova de tão especial ? As cerdas têm metade da espessura das de náilon e conseguem penetrar entre os dentes e as gengivas. O titânio não absorve água como o náilon. Por isso, a escova abriga menos bactérias.
A escova TiFinity dura vários anos, garante. O náilon se enverga, mas não ricocheteia totalmente, então o usuário deve fazer movimentos repetidos de um lado para o outro e de cima para baixo, explica Robinson, para atingir os sulcos e os espaços entre os dentes. Quando a TiFinity falha, as cerdas se soltarão ou cairão, mas não perderão sua forma, disse Robinson, acrescentando que a escova estará disponível no site da empresa – TiFinityToothbrush. com – assim que a técnica para afixar as cerdas na cabeça for aperfeiçoada.
O produto custa em torno de U$S 46,95. Em uma avaliação independente, a TiFinity não é mais abrasiva que uma escova de nylon, afirmou Bruce Schemehorn, da empresa Therametric Technologies, em Indianápolis, que testa produtos dentais.
Fonte: Revista Veja/Dental Press

Clareamento dentário na medida certa

Segundo dados de um estudo realizado pelo instituto Nielsen sobre saúde, beleza e cuidados pessoais, publicado recentemente, o clareamento dental está em segundo lugar dentre os tratamentos de beleza que mais interessaram aos entrevistados. O procedimento fica com 46%, perdendo apenas para a massagem corporal, com 54%.
É importante ressaltar que, apesar de ser considerado um método puramente estético, requer diversos cuidados, a começar pela escolha da técnica para clarear os dentes. No mercado há a disposição o clareamento com moldeira e a laser.
Basicamente, a escolha pelo método de clareamento dos dentes vai depender de diversos fatores, entre eles a causa do escurecimento, a vitalidade do dente e o estado clínico da boca do paciente. A técnica com moldeira é realizada em casa pelo próprio paciente. Consiste na utilização noturna de um molde individual com gel oxidante. A duração do tratamento é determinada pelo dentista.
Já o procedimento a laser é indicado para pacientes que não têm disponibilidade para utilizar o clareamento com moldeira ou ainda para os que passaram por esse tipo de técnica e apresentaram sensibilidade dentária. A técnica a laser minimiza esse efeito graças a combinação da luz ultra-violeta e do laser de baixa intensidade. Em média, três sessões são suficientes para obter-se o resultado desejado.
É importante ressaltar que o clareamento não atua em restaurações e coroas, por exemplo. Nestes casos, após o clareamento é necessária a troca da peça optando pela cor mais próxima das dos dentes branqueados.
Outro aspecto importante é canal tratado, pois após a finalização do branqueamento o dente que tem canal tratado apresenta uma cor ainda amarelada devido ao próprio procedimento. Deste modo é realizado o chamado clareamento interno: o dentista faz uma abertura no canal tratado colocando por alguns dias uma massa clareadora em seu interior. Esse processo é repetido por mais uma ou duas vezes até que esse dente alcance a cor dos demais que foram clareados.
Após esse processo, o profissional remove essa massa clareadora e introduz uma espécie de pino de fibra de vidro – mais resistente e da cor branca - o que resulta num dente mais branco, resistente e em harmonia com os demais.
Para manter os dentes mais brancos, o ideal é evitar o consumo abusivo de chá, café, cigarro, bebidas e alimentos com corantes artificiais. Sempre é bom ressaltar que o clareamento deve ser realizado com profissional e sem exageros, já que, como tudo o que é excessivo, pode danificar os dentes.
Fonte: Jorge Iarossi, para Iarossi.com/Dental Press

sábado, 7 de novembro de 2009

Brasileiro não sabe escovar os dentes nem usar fio dental corretamente

Você sabe escovar os dentes? Usa fio dental todos os dias? Faz a limpeza bucal ao menos três vezes por dia? A grande maioria da população pode até dizer que sim, mas de acordo com um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, em 2003, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde, universidades, CFO (Conselho Federal de Odontologia) e ABO (Associação Brasileira de Odontologia), a situação é bastante preocupante.
Foram examinadas 108.921 pessoas durante pouco mais de um ano, entre adultos e crianças, das cinco regiões do país. E diante dos resultados, o governo lançou o Programa Brasil Sorridente, que pretende ampliar o atendimento odontológico gratuito em todo o país.
Quase 27% das crianças entre 18 e 36 meses apresentaram ao menos uma cárie, e nas crianças até cinco anos esse índice sobe para 60%. Entre os adolescentes a situação é ainda pior. Apenas 55% possuem todos os dentes e 2,5 milhões de jovens nunca foram ao dentista.
E ao chegar à idade adulta, o problema se agrava. Mais de 28% não possuem mais seus próprios dentes em uma das arcadas – ou já foram arrancados ou estão com os dias contados. A gengiva é outro fator de preocupação. Menos de 22% da população adulta e menos de 8% dos idosos apresentam gengivas saudáveis.
Todos esses problemas poderiam ser facilmente evitados se, para começar, as pessoas escovassem corretamente os dentes. Além, é claro, de visitar o dentista pelo menos uma vez por ano. Procurar o profissional só quando a dor surge pode ser tarde demais: os dentes podem estar bastante comprometidos.
A cárie é a principal vilã da saúde bucal. Ela é conseqüência dos restos de alimentos depositados nos dentes e da falta da higiene bucal, que acabam formando a placa bacteriana. O ácido resultante dessa combinação é que forma a cárie. Portanto, quando os dentistas recomendam escovar os dentes depois de cada refeição e sempre que comer doce, não é exagero profissional.
A cárie aparece inicialmente na forma de uma mancha branca no esmalte do dente. Se não for tratada, ela perfura o dente, atinge a dentina e passa a provocar dor. O próximo passo é atingir o nervo e, aí sim, a situação é grave, pois isso pode ocasionar a destruição do dente. E adeus sorriso bonito.
A placa bacteriana também pode provocar doenças na gengiva, entre elas a gengivite, caracterizada por inflamação e sangramento espontâneo. Em seu estágio inicial, a placa é mole, facilmente retirada com o uso do fio dental. Depois de endurecer, só o dentista pode removê-la.
Para Norberto Lubiana, presidente da ABO (Associação Brasileira de Odontologia), “é preciso orientação permanente para que as pessoas percebam a necessidade e a importância de manter a saúde da boca em boas condições”.
Norberto Lubiana, presidente da ABO, diz ainda que uma simples cárie pode se transformar em um grave problema de saúde, afetando até mesmo outras partes do corpo.
- As bactérias encontradas nas placas formadas nos dentes causam sangramento. O sangue que passa pela boca é o mesmo que circula em todo o corpo, por isso não é raro que essas bactérias se alojem no coração, nas articulações e possam, até mesmo, causar uma septicemia [infecção generalizada].
Além disso, a perda dos dentes pode modificar toda a estrutura facial, provocando a perda do equilíbrio muscular e causando uma série de incômodos. Entre eles, dores de ouvido, de cabeça, bruxismo (ranger os dentes), estresse e até problemas na coluna.
Para os dentistas, a prática da escovação e da limpeza dos dentes e da boca deve começar ainda na infância. As mães devem higienizar a boca do bebê mesmo que ele ainda não tenha dente. Mas para Amália Rodrigues Martins, membro da Academia Brasileira de Odontologia, os cuidados com a saúde da boca devem começar antes, ainda na barriga.
- As mães devem tratar possíveis cáries ainda durante a gestação. Pois logo que nascem, até os dois anos, a criança tem mais chance de entrar em contato com as bactérias que causam cárie. Elas ficam de prontidão e quando os primeiros dentes começam a nascer, atacam.
Por isso, provar ou assoprar a sopinha do bebê, dar beijos próximos da boquinha dele e compartilhar os mesmos talheres são proibidos em qualquer circunstância. Outra prática muito comum entre as mães, e abominada pelos dentistas, é a alimentação noturna a partir de um ano.
- Durante a noite a nossa salivação diminui muito, e isso propicia uma maior proliferação das bactérias. Mamadeiras durante a madrugada estão fora de cogitação.
A limpeza deve ser tão minuciosa quanto a dos adultos, mesmo quando o bebê ainda não tem dente. Nesse caso, a mãe deve passar uma gaze embebida em água filtrada depois de cada mamada.
Assim que nascerem os primeiros dentinhos, deve ser usada uma escova específica para a idade e um creme dental sem flúor – como a criança é pequena, ela acaba engolindo a pasta de dente, e o flúor em excesso pode manchar os dentes. Após os seis anos, a criança já pode usar o flúor, mas sob a supervisão de um adulto. Amália diz também que o fio dental deve ser usado desde o nascimento dos primeiros dentes.
- E os pais devem sempre escovar os dentes na frente dos filhos, para mostrar que isso é um hábito gostoso e saudável. É preciso dar o exemplo.
A recomendação dos dentistas é para que as pessoas troquem suas escovas de dente a cada três meses em média – ou menos em caso de ficar doente. Mas não é o que acontece, mesmo entre a população que costuma cuidar bem de seus dentes.
De acordo com dados de 2008 da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o Brasil é segundo maior mercado de produtos de higiene oral do mundo, com uma participação de 9,2%. Perde apenas para os Estados Unidos, que correspondem a 16,2%.
Por outro lado, no mesmo ano, foram comercializadas no país cerca de 300 milhões de escovas de dente, o equivalente a 1,6 escova per capita, ou seja, durante um ano quase não houve troca de escovas.
Fonte: R7

Dentista pode identificar risco de ataque cardíaco

Um novo estudo publicado no Journal of the American Dental Association indica que dentistas podem desempenhar o papel de salva-vidas ao identificar pacientes com alto potencial de sofrer um ataque cardíaco e repassar essa informação para os médicos.
A pesquisa acompanhou 200 pacientes -- 101 mulheres e 99 homens -- de clínicas particulares da Suécia, onde os profissionais usam o HeartScore, um sistema computadorizado que calcula as chances de uma pessoa morrer em decorrência de um problema cardíaco num período de dez anos.
Criado pela Sociedade Européia de Cardiologia, o aparelho mede riscos de doenças vasculares em pessoas com idades de 40 a 65 anos. Para isso, analisa idade, sexo, níveis de colesterol, de pressão sanguínea, e leva em conta o fato de a pessoa ser fumante ou não. Aqueles que atingem a medida de 10% ou mais no HeartScore, têm 10% ou mais riscos de ter um ataque cardíaco fatal cardíaco.
Doze pacientes estudados, todos homens, alcançaram esse nível no HeartScore e foram aconselhados a procurar ajuda médica. Nove deles seguiram recomendação dos dentistas e, destes, seis tiveram de submeter a tratamento médico. Dois pacientes não quiseram ir ao médico e um resolveu, apenas, parar de fumar.
As 200 pessoas envolvidas no estudo não apresentavam histórico de doenças vasculares, taxas altas de colesterol e diabetes, e não tomavam medicamentos para hipertensão. Para os autores da pesquisa, “os dados sugerem a associação entre doenças orais e as não orais, e com a possibilidade da realização de testes para identificar esses problemas, os profissionais de saúde bucal podem ter a oportunidade de melhorar a saúde e o bem-estar de seus pacientes”.
Fonte: R7

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nova recomendação prioriza massagem cardíaca em situação de emergência

domingo, 1 de novembro de 2009

Esmalte do dente pode indicar contaminação ambiental

Uma nova técnica promete facilitar o processo de mapeamento da contaminação ambiental por chumbo em grandes populações. A cirurgiã-dentista Glauce Costa de Almeida, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, demonstrou em seu mestrado que o esmalte do dente pode ser utilizado como marcador de poluição ambiental de uma determinada área. "Além disso, a técnica se mostrou de fácil execução, rápida e muito pouco invasiva, o que facilita a análise em populações de baixa faixa etária", afirma a pesquisadora, que trabalhou na área de Odontopediatria.
No estudo, Glauce analisou a composição do esmalte de cerca de 270 crianças, entre quatro e seis anos, de escolas públicas na cidade de Ribeirão Preto e de uma região em Bauru, próxima a uma fábrica de reciclagem de baterias.
Os resultados mostraram que em Bauru, as crianças apresentavam, em média, três vezes mais chumbo no esmalte de seus dentes em relação às crianças da outra cidade. Enquanto as concentrações em Ribeirão Preto ficavam entre 100 microgramas por grama de esmalte, em Bauru nenhuma criança obteve uma proporção menor que 400, atingindo cifras superiores a 1.000.
Segundo Glauce, a contaminação por chumbo pode causar inúmeros danos à saúde , sendo o sistema nervoso central o principal atingido. Quando os contaminados são crianças em crescimento o perigo é maior, podendo prejudicar o desenvolvimento neurológico e acarretar problemas como nefropatia (nos rins), infertilidade masculina e comprometimento da audição. "Algumas crianças atendidas em Bauru já haviam sido internadas para tratamento em Botucatu", conta.
Exames de sangue, a técnica mais utilizada para a detecção dos níveis de chumbo no organismo, são difíceis de serem aplicados em crianças e em grandes quantidades de pessoas. Já a técnica adaptada por Glauce consiste em recolher uma pequena amostra do esmalte com ácido clorídrico diluído, um processo totalmente indolor e sem prejuízos para os dentes do paciente, pois posteriormente são feitas aplicações tópicas de flúor no local da extração.
No entanto, o método não está pronto para ser utilizado clinicamente. "Ainda não se sabe qual o valor de chumbo no esmalte do dente que pode causar prejuízo à saúde do paciente", explica ela. A professora Raquel Fernanda Gerlach, que orientou o estudo, acrescenta que "até o momento, acredita-se que o chumbo acumulado no esmalte revela a contaminação a que as crianças estavam expostas no passado, no período em que os dentes de leite estavam calcificando".
Glauce adianta que seguirá esta mesma linha de pesquisa em seu doutorado, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre outras coisas, ela estudará a maneira como o dente absorve o chumbo, questão essencial para determinar com segurança a contaminação ou não dos indivíduos. Ela acrescenta ainda que no Brasil quase não existem pesquisas acerca da poluição ambiental causada pelo chumbo e de como ela afeta as populações envolvidas. "Em Ribeirão Preto não havia nenhum dado sobre isso em crianças sem exposição aparente, e o mesmo ocorre em muitas outras cidades brasileiras".
A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), alem da colaboração de diversos pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), da própria Forp, todas instituições da USP, e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp.
Fonte: Agência USP

Enxaguatório bucal incorpora ação do alecrim-do-campo

As propriedades anti-microbianas do alecrim-do-campo estão presentes em um novo enxaguatório bucal desenvolvido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. O produto, em fase de registro de patente, já foi aprovado em testes clínicos que mostraram sua eficácia no controle do biofilme dental bacteriano, ajudando a evitar cáries.
A base do produto são o extrato e o óleo essencial das folhas da planta Baccharis dracunculifolia, mais conhecida como alecrim-do-campo ou vassoura. “Já era conhecida a atividade anti-microbiana do extrato frente aos fatores cariogênicos de Streptococcus mutans, um dos principais microorganismos responsáveis pela formação da cárie”, conta o farmacêutico Mateus Freire Leite, responsável pela pesquisa. “O objetivo do estudo era desenvolver uma formulação de enxaguatório bucal que pudesse veicular o extrato”.
No trabalho, verificou-se que o extrato de alecrim-do-campo era pouco solúvel em água, inviabilizando, assim, a obtenção de uma solução aquosa simples. “Por isso, foi desenvolvido um sistema microemulsionado, no qual o óleo e o extrato foram dispersos no meio aquoso e estabilizados com uma mistura de tensoativo e co-tensoativo, gerando partículas de poucos nanômetros de diâmetro”.
O extrato e o óleo foram associados ao fluoreto de sódio, substância utilizada como fonte de íons fluoreto com ação preventiva na formação da cárie dentária, além de outros componentes, para obtenção do enxaguatório bucal. “Os testes apontaram boa atividade antimicrobiana e baixa toxicidade”, destaca Leite. “Este produto é desprovido de propriedades de manchamento dos dentes, sendo clinicamente aceitável”.
A pesquisa de doutorado do farmacêutico teve orientação do professor Augusto César Cropanese Spadaro, da FCFRP. “O grupo de pesquisa do professor já havia atestado, em um trabalho anterior, a atividade anti-cariogênica do extrato de alecrim-do-campo, comparando-a com a ação anti-microbiana da própolis verde, uma vez que a Baccharis dracunculifolia é uma das principais fontes botânicas da própolis verde produzida no Sudeste do Brasil”, relata o pesquisador.
A formulação também passou por testes clínicos na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, onde foi avaliado em seres humanos e comparado com outras duas marcas de enxaguatório existentes no mercado. “O produto mostrou ser eficiente”, diz o pesquisador. “Ele possui uma coloração esverdeada, de clorofila, e o aroma lembra o do alecrim”. Os testes clínicos foram realizados pelo grupo de pesquisa do professor Vinícius Pedrazzi, da FORP.
De acordo com o farmacêutico, o produto já teve a patente requerida junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). “É uma tecnologia que está apta a ser transferida à qualquer empresa que tenha interesse em colocar o produto no mercado”, salienta.
Fonte: Agência USP

Desenhos-estórias ajudam crianças com fobia de dentista

Um instrumento de avaliação em psicologia denominado “Procedimento de Desenhos-Estórias” se mostrou um recurso eficaz para o tratamento de crianças e adolescentes que apresentavam fobia de dentista. A pesquisa foi realizada pela odontopediatra e psicanalista Fátima Cristina Monteiro de Oliveira em seu mestrado pelo Instituto de Psicologia (IP) da USP.
O trabalho pode ajudar odontopediatras no atendimento de crianças que apresentam este tipo de fobia e também pode evitar a necessidade de sedação desses pacientes, visto que muitos só conseguem ser atendidos por dentistas se estiverem sob efeito de sedativos. Outro benefício é que as crianças e adolescentes passam a elaborar melhor esses medos, apresentando menos angústia e mais tranquilidade diante deles. “A fobia que a criança e o adolescente têm diante do dentista é muito maior do que se imagina e traz angústias e medos muito profundos. Quando não tratada adequadamente, essa fobia pode se cristalizar na vida adulta”, comenta a pesquisadora.
Foram avaliadas 15 crianças e adolescentes com idades entre 7 e 14 anos, da cidade de São Paulo, encaminhadas à pesquisadora por dentistas que não conseguiam atendê-los devido à fobia que esses pacientes apresentavam. “Durante a consulta, eles choravam, não deixavam aplicar a anestesia, pulavam da cadeira, fechavam a boca de uma maneira que impedia o acesso dos dentistas, entre outras ações que impossibilitavam o atendimento”, explica Fátima Cristina. “Os pacientes com dois ou três anos chutavam ou tentavam morder o dentista”, conta.
A maioria dos profissionais conhecia a pesquisadora e sabia que ela estava realizando uma pesquisa sobre o tema. De acordo Fátima, existem várias técnicas usadas para atender crianças e adolescentes com fobia de dentista. Mas no caso desses 15 pacientes, mesmo com o uso dessas técnicas, não foi possível realizar atendimento. Por isso elas foram encaminhadas à pesquisadora.
Fátima explica que o Procedimento Desenhos-Estórias é um instrumento criado na década de 1970 pelo professor Walter Trinca, do IP, usado para investigação clínica de personalidade. Como o próprio nome diz, essa investigação ocorre por meio da análise de desenhos associados a estórias criadas pelo paciente e da intervenção do psicólogo ou psicanalista. Existem mais de 100 pesquisas que fizeram uso deste instrumento, em temas como câncer de mama, esquizofrenia, pacientes hospitalizados, grávidas com medo da gestação, entre outros exemplos, sendo que o estudo de Fátima foi o primeiro a utilizá-lo em odontopediatria.
Ela explica que a aplicação do procedimento consistiu em pedir às crianças e adolescentes para fazerem cinco desenhos ligados ao medo que sentiam do dentista e contarem cinco estórias associadas a cada um desses desenhos. Com isso, eles conseguiam verbalizar o próprio medo. A psicanalista fazia intervenções comentando algo ligado a estória que o paciente contava. Cada sessão durava 50 minutos.
Essa dinâmica possibilitou que, a partir da verbalização dos medos da criança, a psicanalista conduzisse a sessão psicoterapêutica de maneira que esses medos pudessem ser entendidos e, muitas vezes, minimizados e até superados. “Um dos pacientes desenhou uma boca grande e uma injeção que era maior do que a criança apresentada no desenho. A agulha da injeção era grande o suficiente para atingir os ossos da boca, fazendo a criança do desenho sentir muita dor”, conta. “Uma das intervenções consistiu em um esclarecimento sobre o real tamanho da injeção usada pelos dentistas e ao fato de que a agulha não atingia os ossos da boca”, conta.
Segundo a pesquisadora, é necessário respeitar a individualidade dos paciente, pois cada um deles responde de uma maneira específica às intervenções. “Alguns fizeram cinco desenhos, outros apenas um desenho, cada um segundo seu próprio ritmo e isto deve ser respeitado durante as sessões”, comenta.
Dos 15 pacientes que participaram do estudo, 14 conseguiram superar o medo e ser atendidos pelos dentistas. Outros três, além desses 15, abandonaram o tratamento antes do final da pesquisa. “O Procedimento Desenhos-Estórias não é um tratamento mágico, que vai acabar com a fobia de uma hora para outra, mas vai ajudar a criança e o adolescente enfrentar o próprio medo”, ressalta.
Fátima aponta que esse tipo de fobia atinge crianças e adolescentes de todas as classes sociais. Por isso, ela acredita que deveria existir um atendimento especializado que fosse disponível para todos em universidades e hospitais públicos.
Segundo a pesquisadora, atualmente não existe o uso do Procedimento Desenhos-Estórias para tratamento de fobia de dentista em crianças e adolescentes. Entre os procedimentos usados, Fátima cita a sedação inalatória com óxido nitroso; o ato de segurar a criança na cadeira; distrair o paciente com filmes, desenhos e fantoches; a técnica do condicionamento gradual; de relaxamento, entre outras. “Esses tratamentos visam apenas que o paciente possa ser atendido pelo dentista e não leva em conta a abordagem do medo na criança e adolescente”, destaca.
A pesquisa Compreendendo a fobia em odontopediatria por meio de intervenções com o Procedimento de Desenhos-Estórias foi apresentada ao IP em setembro de 2008 e teve a orientação da professora Maria Lucia Toledo Moraes Amiralian.
Fonte: Agência USP

PODCAST - O dom de ser anjo. Pe. Fábio de Melo

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Quixadá, 139 anos!




A melhor forma de homenagear Quixadá é mostrar o que nossa cidade tem de mais bonito.
Parabéns, Quixadá! Parabéns Quixadaenses naturais e de coração!

domingo, 25 de outubro de 2009

Dia do Cirurgião-Dentista 25/10

Uma homenagem do blog ODONTO-FCRS ao dia do Cirugião-Dentista (25/10).

Ministério investe R$ 53,1 milhões na saúde bucal

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (7) investimento de R$ 53,1 milhões na ampliação do atendimento de saúde bucal da população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma das principais medidas para o Programa Brasil Sorridente é a criação de 96 novos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) em 18 estados. Atualmente, são 675. O reforço nas unidades vai garantir o atendimento a pacientes com necessidades especiais, tratamentos de canal e gengiva, cirurgia oral menor e diagnóstico de câncer bucal.
Serão R$ 4,5 milhões para construção e mais R$ 789,8 mil mensais para custeio. O trabalho nos CEOs complementa o das equipes de saúde bucal, responsáveis pelo primeiro atendimento ao paciente.
Além dos novos centros, serão investidos R$ 20,1 milhões este ano para compra e fornecimento de equipamentos odontológicos destinados às novas 2.018 equipes de saúde bucal; R$ 22,4 milhões para a compra de 160 Unidades Móveis Odontológicas, além de R$ 560 mil para implantanção e R$ 748,8 mil mensais para custeio. O ministério anunciou, ainda, que vai dobrar o valor pago pelas próteses dentárias, de R$ 30,00 para R$ 60,00. Em 2009, serão R$ 6,1 milhões.
Ao lado desse aumento, o MS ampliará as possibilidades de credenciamento desses laboratórios para receber os recursos para produção de próteses. Antes, os municípios que não tivessem laboratórios não poderiam receber recursos para a produção de próteses. A partir de agora, eles poderão receber a verba por meio de laboratórios de cidades vizinhas e, com isso, oferecer o serviço para a população. De 2005 a 2008, o número de Laboratórios Regionais de Prótese Dentária passou de 36 para 323 – crescimento de 797%. No mesmo período, houve um crescimento de 107% na produção das próteses totais pelo SUS, passando de 53.275 para 110.672.
“Vamos quintuplicar nossa meta de próteses a serem instaladas anualmente”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante o I Encontro Nacional de Centro de Especialidades Odontológica – CEO e Equipe de Saúde Bucal da Estratégia Saúde da Família, realizado em Brasília. A meta passa de 110 mil para 500 mil próteses/ano. Com isso, a previsão é de que, em aproximadamente, 10 anos a demanda de todo o país estará resolvida. Desde a criação do Programa Brasil Sorridente, em 2003, cerca de 3 milhões de dentes deixaram de ser extraídos entre a população usuária do SUS, segundo o Ministério da Saúde.
18.482 equipes de saúde bucal
Com o fornecimento de equipamentos odontológicos para as equipes de saúde bucal, as novas equipes credenciadas receberão consultórios odontológicos completos. Atualmente, há 18.482 equipes de saúde bucal em todo o país. A estimativa é de que chegue a 20.500 até o fim do ano. Antes, os municípios recebiam apenas uma parcela única de R$ 7 mil para estruturar as equipes de saúde bucal e adquirir esses equipamentos. Agora, eles continuarão recebendo esse recurso, além dos consultórios completos, para comprar outros equipamentos.
De dezembro de 2002 até agosto de 2009, o número de equipes de saúde bucal passou de 4.261 para 18.482 – aumento de 334%. Nesse mesmo período, houve acréscimo na cobertura populacional de 72 milhões de pessoas, representando crescimento de 480%, de acordo com o Ministério da Saúde. “Tudo o que foi anunciado reverte totalmente na saúde da população e nós devemos muito ao atual governo”, afirmou o vice-presidente do CFO, Ailton Morilhas Rodrigues. “Quem está de parabéns é o cidadão brasileiro, que readquire sua cidadania”, acrescentou o presidente do CFO, Miguel Nobre. Já o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse que Nobre é o responsável pela aproximação da odontologia com a saúde pública e o Parlamento.
O Ministério da Saúde está em processo de compra de 160 Unidades Móveis Odontológicas. Esses consultórios móveis serão destinados para 160 municípios em 21 estados e atenderão uma população de 5 milhões de brasileiros. O investimento nessa ação é de RS 22,4 milhões e faz parte de um pacote maior envolvendo mais quatro medidas no valor de R$ 47,6 milhões.
As localidades escolhidas são de difícil acesso geográfico e as populações menos favorecidas socioeconomicamente. As Unidades permitirão, pelo menos, 1,1 milhão de atendimentos básicos e especializados por ano.
As Unidades Móveis Odontológicas funcionarão em veículos tipo van e contarão com um profissional cirurgião-dentista e um auxiliar de saúde bucal. Elas serão equipadas com consultório odontológico completo e aparelho de Raios X, entre outros equipamentos. O MS investirá R$ 140 mil na compra do veículo e nos equipamentos de cada unidade e fará a doação aos municípios. O Governo Federal também oferecerá incentivo de R$ 3.500, em parcela única, para a implantação de cada consultório móvel. Após o início de sua operação, serão R$ 4.680 mensais para custeio.
Poderão solicitar as unidades móveis municípios do Programa Territórios da Cidadania do Governo Federal (regiões de baixa renda, principalmente em áreas rurais) que tenham apenas equipes de saúde da família, mas não tenham equipes de saúde bucal. Com isso, esses municípios também habilitarão as novas equipes. “Queremos atender as populações com dificuldade de acesso aos serviços de saúde bucal. São comunidades rurais, muitas vezes de território pequeno, que não têm unidade de saúde próxima de sua residência”, afirma o Coordenador Nacional de Saúde Bucal do MS, Gilberto Pucca.
Estados beneficiados com CEOs
Alagoas – 2 Centros
Amazonas – 1 Centro
Bahia – 11 Centros
Ceará – 7 Centros
Goiás – 3 Centros
Maranhão – 2 Centros
Minas Gerais – 8 Centros
Pará – 7 Centros
Paraíba – 12 Centros
Pernambuco – 2 Centros
Piauí – 5 Centros
Paraná – 3 Centros
Rio de Janeiro – 12 Centros
Rio Grande do Norte – 1 Centro
Rio Grande do Sul – 1 Centro
Santa Catarina – 2 Centros
Sergipe – 2 Centros
São Paulo – 15 Centros
Total: 96
Estados que serão beneficiados com Unidades Móveis
Alagoas – 1
Amazonas – 2
Bahia – 22
Espírito Santo – 5
Goiás – 1
Maranhão – 2
Minas Gerais – 20
Mato Grosso do Sul – 1
Mato Grosso – 4
Pará – 21
Paraíba – 3
Pernambuco – 5
Paraná – 7
Rio de Janeiro – 5
Rondônia – 3
Roraima – 1
Rio Grande do Sul – 32
Santa Catarina – 2
Sergipe – 2
São Paulo – 20
Tocantins – 1
TOTAL: 160
Fonte: Ministério da Saúde e Jornal do CFO em Brasília

Odontologia estética cresce 200% em dois anos

A procura por tratamentos odontológicos estéticos tem crescido muito nos últimos anos no Brasil. Prova disto é um levantamento realizado pela Nobel Biocare, multinacional do setor que possui subsidiária no País, mostrando que a demanda por tratamentos com resultados mais estéticos cresceu cerca de 200% nos dois últimos anos. A empresa apurou junto de laboratórios de prótese dentária - que produzem facetas, coroas e pontes -, de diferentes Estados do País, qual foi a média de produção, entre 2006 e 2008, de materiais estéticos e não-estéticos.
Assim, foi verificado o crescimento (200%) no mercado de próteses totalmente cerâmicas (livres de metal ou metal-free), que oferecem resultados mais estéticos e naturais que as próteses metalo-cerâmicas, que sofreram queda de 35% na produção. Atualmente, o tamanho do mercado brasileiro de produtos cerâmicos livres de metal é de 750 mil próteses por ano.
“Nos últimos anos, houve um aumento expressivo de pacientes que procuram tratamentos odontológicos por motivos estéticos. Hoje, cerca de 80% dos tratamentos que realizo são com este objetivo”, conta o dentista Dario Adolfi, especialista em estética e em prótese dentária. Ele ainda aponta que os tratamentos mais procurados são os implantes e o clareamento, “sempre com uma alta exigência estética, isto é, que os dentes fiquem com aparência mais natural possível”.
Para Adolfi, um dos motivos para o aumento é a maior divulgação destes tratamentos, estimulando pacientes a buscá-los, acompanhada do aprimoramento das técnicas cirúrgicas de colocação de implantes e da alta qualidade estética dos materiais usados.
Problemas como dentes tortos, escurecidos, gastos, lascados, com restaurações manchadas, separados ou faltando, entre outros, podem ser tratados pelas modernas técnicas e materiais estéticos apresentados abaixo.
Facetas em cerâmica – aparência natural, sem amarelar: A técnica vem se aprimorando e hoje oferece tratamento rápido e o uso de cerâmica que se comporta como o dente natural na presença de luz, dando uma aparência bastante fiel, além de não manchar ou amarelar com o tempo. As facetas são indicadas para os dentes da frente e permitem a modificação da forma, posição e cor deles, originando efeitos significativos no sorriso. Além disso, quando realizadas corretamente, tem grande longevidade e durabilidade. Essa técnica consiste em finas capas de cerâmica (de 0.2 a 0.5 milímetros) cimentadas sobre o dente levemente desgastado. Como a faceta cobre apenas a face da frente do dente, é considerada um procedimento mais conservador.
Coroas livres de metal – para um dente inteiramente novo: As coroas são necessárias quando o problema do dente é maior e ele precisa ser todo recoberto pela prótese. Assim, a coroa “veste” o dente desgastado, ou ainda pode ser fixada no implante dental, no caso de perda dental.
As coroas totalmente em cerâmica (livres de metal ou metal free) vieram para substituir as coroas metalo-cerâmicas, que consistem numa subestrutura metálica recoberta de cerâmica e apresentam limitações estéticas. O metal pode aparecer nas margens da prótese e áreas de pouca espessura da cerâmica. Além disso, ele barra a passagem da luz, reduzindo a translucidez da cerâmica e dando um aspecto artificial ao dente, muito branco e opaco. E ainda há pacientes alérgicos a certas ligas de metal usadas nas restaurações.
Com as próteses totalmente em cerâmica, a estética alcançada é bem superior, sem prejudicar a resistência e durabilidade da peça e o conforto do paciente.
Pontes livres de metal – para o dente perdido, sem cirurgia: Estas próteses são indicadas quando há a perda de um dente. A coroa que vai substituí-lo pode ser apoiada entre outras duas, que serão fixadas nos dentes vizinhos a esse espaço, formando uma peça única. Esta técnica é mais indicada quando esses dentes laterais já são restaurados ou também precisam passar por tratamento estético, assim, não há problema em desgastá-los para receber a ponte. A vantagem de usá-la quando há um dente faltando é que se evita a cirurgia para colocar um implante dentário.
Implantes – pinos que se fundem ao osso: Eles são indicados para substituir um ou mais dentes faltando e neles são fixadas as próteses cerâmicas, que podem ser coroas ou pontes. Quando há um só dente faltando e os dentes ao lado não precisam ser restaurados, esta técnica é mais indicada, evita o desgaste de dentes saudáveis.
Os implantes são pinos introduzidos no osso dos maxilares e que ocupam o lugar da raiz do dente. São feitos de titânio, material que se funde perfeitamente ao osso, sem causar rejeição. O interesse e a procura pelos implantes vêm aumentando, devido, principalmente, à sua popularização e às vantagens dele em relação às próteses móveis (dentaduras): melhor estética, não há o risco de se soltar da boca, melhora a mastigação e a fala, maior conforto e durabilidade.
As técnicas mais modernas diminuíram as restrições para a realização do tratamento e também a dor e o desconforto no pós-operatório, assim como permitem que o paciente já saia da cirurgia podendo falar e comer normalmente.
Cerâmicas Zircônia e Alumina – resistência e biocompatibilidade para estética: Estes dois tipos de cerâmica são cada vez mais usados na Odontologia, pois oferecem estética superior, entre outras vantagens. A Zircônia é um material altamente resistente, suportando por anos a força exercida pela mastigação, além de não causar qualquer rejeição do organismo (biocompatível) e de ter baixa condutibilidade de calor e frio.
A Alumina, por sua vez, não é tão resistente como a Zircônia, mas oferece uma excelente estética, por ser muito translúcida (permitir a passagem da luz), como um dente natural, por isso ela é mais indicada para dentes da frente.
Fonte: Edita Comunicação Integrada/Dental Press

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