domingo, 20 de dezembro de 2009
ARTIGO - OCORRÊNCIA DE DENTES IMPACTADOS

Ricardo José de Holanda VASCONCELLOS
David Moraes de OLIVEIRA
Alberto Cavalcanti de MELO LUZ
Rodrigo Barbosa GONÇALVES
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Tomografia computadorizada:Radiologia odontológica ganha novos olhos

Entre os maiores avanços tecnológicos recentes da Odontologia, com certeza um dos destaques é a tomografia computadorizada (TC) de feixe cônico, ou Cone Beam, que levou o diagnóstico por imagem odontológico para mares nunca antes navegados. A tecnologia vem entrando de forma mais efetiva no Brasil nos últimos dois anos e está sendo bem aceita, principalmente pelos cirurgiões-dentistas jovens, geralmente mais abertos às novidades do que os bem experientes.
Segundo o CD Luiz Roberto da Cunha Capella, especialista em Radiologia e em Implantodontia, Sócio diretor da Papaiz Associados , a TC já era bem esperada pelos profissionais brasileiros e deve ficar cada vez mais acessível, em custo e em oferta. “Esta tecnologia pode ser aplicada em diversas especialidades, principalmente Ortodontia, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Implantodontia e Cirurgia Bucomaxilofacial, permitindo melhor mensuração óssea e traçados cefalométricos em 3D”, diz Capella.
Como já tem sido divulgado, o grande diferencial da tomografia computadorizada em relação à radiografia é a imagem resultante em três dimensões, abrindo novos olhares sobre as imagens obtidas por raio X. “Em 2009, fez 114 anos da descoberta do raio X. Até a década de 1970, só tínhamos no Brasil a radiografia intrabucal. Foi quando chegou ao País a panorâmica, fazendo muita diferença, mas tinha o problema da falta da tridimensionalidade. De lá pra cá, a grande mudança foi a tomografia Cone Beam, um avanço excepcional”, avalia Élio Giacomo Papaiz, diretor clínico da Papaiz Associados – Diagnósticos por Imagem, rede que neste ano passou a usar o tomógrafo iCat para exames odontológicos.
Reprodução mais fiel
Na prática, a imagem da TC é mais fiel à anatomia do complexo maxilomandibular do paciente, pela tridimensionalidade já citada e por ter precisão milimétrica – cada corte da imagem adquirida pode ter até 0,12 milímetros de espessura. Assim, são fornecidos mais detalhes para um diagnóstico mais seguro e para o planejamento do tratamento ou cirurgia a ser realizado. “Se o profissional planeja melhor, maior é a margem de sucesso. E isso leva a procedimentos mais rápidos, menos invasivos, com melhor pós-operatório”, diz Capella.
Como exemplo, o especialista explica a vantagem da tecnologia aplicada à Implantodontia: “Agora é possível ver antes o quanto o paciente tem de osso. Antes, havia o risco de abrir a gengiva e só aí ver que ele não tinha osso suficiente para colocar o implante, pois a radiografia mostra a quantidade óssea na altura apenas e falta a informação da profundidade. Então, tínhamos uma cirurgia feita desnecessariamente”.
A tomografia também vem amparada pelo suporte digital, que permite que as imagens sejam manipuladas, melhoradas em seu contraste, por exemplo, e visualizadas de diversas formas no computador, antes de serem impressas. É possível até obter cortes frontais, axiais e laterais para cefalometria.
Todas essas novas informações também exigem que o profissional se atualize, se adeque a elas, para que faça bom uso. “O laudo conclusivo do exame deve ser feito por profissional especialista e qualificado, e deve ser bem detalhado, com informações já interpretadas. Ele vai ser muito importante para o cirurgião-dentista optar pelo tratamento mais indicado. Os radiologistas agora têm que estudar e conhecer bem a técnica”, reforça Capella.
Radiação e custo em consideração
Mesmo acrescentando tanto à Imaginologia odontológica, os especialistas na área não acreditam que a TC vá substituir totalmente os sistemas tradicionais. Segundo Élio Papaiz, a nova tecnologia não vai tomar o lugar do exame intraoral, mas vai auxiliá-lo. “Além disso”, completa, “os exames tradicionais são mais difundidos e mais baratos, e alguns protocolos devem começar mesmo pela panorâmica”. Mas Capella coloca que, dependendo do tratamento a ser realizado, o uso da tecnologia compensa. “Na reabilitação com implantes, por exemplo, comparado com o valor total do tratamento, o custo da tomografia, que pode variar entre 280 e 480 reais, compensa”, explica.
Outra preocupação em relação a TC Cone Beam (ou de feixe cônico) é a dose de radiação a que pacientes e profissionais são expostos. Mas ela requer os mesmos cuidados que as radiografias tradicionais e apresenta dose de exposição equivalente a radiografias periapicais de todos os dentes, segundo Capella. O fato da tomografia fazer parte de um processo totalmente digital, que é mais sensível, também contribui para sua pouca radiação. Além disso, o formato evita que o exame precise ser repetido e o paciente, exposto novamente, já que a imagem é verificada e melhorada no computador antes de impressa ou revelada.
Neste quesito, a Cone Beam também apresenta vantagens em relação à tomografia computadorizada espiral, ou Fan Beam (conhecida como médica), para exames da região de cabeça e pescoço. Isso porque a médica emite o feixe de raios X em planos, enquanto na outra a emissão é em forma de cone - daí vem seu nome -, diminuindo em 20% a dose liberada. Assim, com mais este diferencial, a tomografia computadorizada enfim chegou com mais força à Odontologia e, com certeza, chegou para ficar.
Fonte : Odontosites/Dental Press
domingo, 6 de dezembro de 2009
O Ceará cantado nas vozes de Ítalo e Renno
No clipe da música de Ítalo e Renno denominada "Ceará, Terra da Luz", a dupla faz parceria com o também cearense e grande cantor da MPB, Fagner.
O vídeo foi ralizado utilizando-se de locações genuinamente cearenses, abordando as belezas do litoral, da serra e do sertão, abrangendo capital e interioir do estado.
Acompanhando a gravação identificamos Canoa Quebrada, Ponte dos Ingleses, Jericoacoara, Canindé, Quixadá, Ubajara, Juazeiro do Norte e Sobral, como alguns dos locias onde foram feitas as gravações.
Assita ao vídeo, que está de muito bom gosto, e conheça as belezas do Ceará.
O vídeo foi ralizado utilizando-se de locações genuinamente cearenses, abordando as belezas do litoral, da serra e do sertão, abrangendo capital e interioir do estado.
Acompanhando a gravação identificamos Canoa Quebrada, Ponte dos Ingleses, Jericoacoara, Canindé, Quixadá, Ubajara, Juazeiro do Norte e Sobral, como alguns dos locias onde foram feitas as gravações.
Assita ao vídeo, que está de muito bom gosto, e conheça as belezas do Ceará.
ARTIGO - ALTERAÇÕES SISTÊMICAS DECORRENTES DO USO DA LIDOCAÍNA E PRILOCAÍNA NA PRÁTICA ODONTOLÓGICA
Rev. Cir. Traumat. Buco-Maxilo-Facial, v.2, n.1, P. 13-19, Jan/jun - 2002.AUTORES:
Ricardo José de Holanda VASCONCELLOS *
Ricardo Viana Bessa NOGUEIRA **
Anabel Kalline Rodrigues LEAL ***
Christianne Tavares Velozo OLIVEIRA***
Juliana Godoy Bené BEZERRA ***
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Mimese óssea
Uma mandíbula artificial com as mesmas características mecânicas do osso original, como resistência, rigidez e flexibilidade, feita com um material sintético concebido de modo inovador por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, no interior paulista, foi implantada com sucesso em novembro do ano passado em uma paciente com câncer. O material sintético utilizado na prótese cirúrgica é composto por um polímero de poli(metacrilato de metila) ou PMMA, um tipo de acrílico, reforçado internamente com fibras de carbono. “O implante é denso internamente e poroso na superfície, sendo que os poros são revestidos com um estimulador de crescimento ósseo”, diz o professor Benedito de Moraes Purquerio, coordenador do grupo de pesquisa e desenvolvimento de implantes e próteses cirúrgicas para reconstruções ósseas do Laboratório de Tribologia e Compósitos (LTC) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da universidade paulista (leia mais sobre o assunto na edição nº 150 de Pesquisa Fapesp). O grupo de pesquisa já efetuou o depósito de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para o processo de fabricação da estrutura porosa dos implantes. “O gel de carboximetilcelulose é o agente que induz a criação de poros na superfície do material, identificados pelas características dimensionais bem definidas, pela densidade e pelo fato de serem abertos e interconectados, o que propicia condições para ancorar um estimulador de crescimento ósseo”, explica o engenheiro de materiais Carlos Alberto Fortulan, que participa do grupo de pesquisa do LTC.O estimulador de crescimento ósseo escolhido para revestir os poros é a hidroxiapatita, o mineral básico da composição dos ossos. Os poros do material têm dimensões que variam de 50 a 400 micrômetros, compatíveis com os processos de reparação óssea. “Os orifícios têm tamanho adequado para que a mucosa e os músculos possam penetrar e se ligar na estrutura, estimulando o crescimento de tecidos”, diz o cirurgião Edelto dos Santos Antunes, chefe do serviço de cirurgia bucomaxilofacial do Hospital Santa Tereza, de Petrópolis, no Rio de Janeiro, que está à frente dos implantes de mandíbula com o novo material. “A flexibilidade parecida com a do osso gera estímulos elétricos na superfície do material, que sinalizam para os tecidos ao redor, resultando em um campo adequado para a fixação do implante.”
Atualmente, quando há necessidade de reconstruir uma mandíbula, o cirurgião retira o osso de outros lugares do corpo e modela o enxerto, fixado com placa de titânio, durante a cirurgia. “Embora seja um osso do próprio paciente, quando retirado do local de origem ele perde a condição de um tecido vivo e fica sujeito a infecções e ao processo de reabsorção do organismo”, diz Antunes. Alguns meses depois, como grande parte do osso implantado é reabsorvida pelo organismo, o resultado é a piora do quadro obtido logo após a cirurgia. “Isso significa que não há previsibilidade nem estabilidade do resultado, duas características importantes para o sucesso de uma substituição de ossos ou parte deles por próteses cirúrgicas artificiais”, diz o cirurgião, que faz doutorado em engenharia mecânica na USP de São Carlos, orientado pelo professor Purquerio. Ou seja, ao longo do tempo ocorrem mudanças significativas no enxerto ósseo originalmente implantado, resultando muitas vezes na necessidade de cirurgias corretivas.
“As próteses cirúrgicas que desenvolvemos são feitas de forma personalizada, copiadas da geometria do osso que será retirado”, diz Antunes. O processo começa com a tomografia computadorizada, a partir da qual é criado um modelo tridimensional que reproduz a face do paciente. “Com o modelo produzido por prototipagem rápida, é feita uma prótese cirúrgica muito semelhante ao osso que precisa ser substituído”, relata o engenheiro mecânico Jonas de Carvalho, do LTC. Além do ganho estético, é possível prever o resultado da cirurgia.
Na operação realizada no ano passado, todos os músculos da mandíbula, retirada em função de um tumor que destruiu completamente o osso, foram suturados na prótese. “Quando a paciente acordou da cirurgia e colocou a língua para fora, já apresentava todos os movimentos normais de deglutição”, relata Antunes. A rápida resposta da paciente deve-se ao uso de um material que se aproxima das qualidades mecânicas do osso, o que melhora a relação do tecido com o material implantado.
Como nesse primeiro implante a principal preocupação do cirurgião era prender corretamente os tecidos à prótese e a língua à nova mandíbula, a colocação dos dentes ficou para outra etapa. “Estamos preparando outras cirurgias em que as próteses receberão, em pontos estratégicos, pequenos enxertos ósseos do próprio paciente onde serão feitos os implantes dentários”, diz Antunes. Com isso será reconstruída a parte de mastigação e estética dentária do paciente. As cirurgias são realizadas com apoio da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), parceira do hospital fluminense.
A Uerj e outras instituições, como a Universidade Católica de Petrópolis, a USP de São Carlos, o Centro de Pesquisas Renato Archer, de Campinas, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e a Universidade Federal Fluminense, se uniram para montar no Hospital Santa Tereza um centro de tratamento e pesquisa das deformidades craniofaciais. “O objetivo dessa iniciativa é, além da pesquisa, treinar os profissionais da área de engenharia aplicada à medicina dentro de todos os protocolos que desenvolvemos com esses novos materiais”, diz Antunes. “Entre as vantagens do uso de um material artificial homologado está o tempo menor de cirurgia e de recuperação do paciente”,ressalta. Para uma retirada completa da mandíbula com colocação da prótese de material artificial gastam-se cerca de duas horas e meia a cinco horas, enquanto pelo método tradicional de enxerto ósseo esse tempo pode ser estendido até por 10 horas, em média.
Estudo britânico confirma propriedade analgésica de hortelã brasileira
Uma xícara de chá de um tipo de hortelã tem propriedades analgésicas equivalentes às de alguns remédios vendidos comercialmente, concluiu um estudo feito na Grã-Bretanha por uma pesquisadora brasileira."Os efeitos de substâncias semelhantes à aspirina são conhecidos desde que os gregos, na Antiguidade, relataram o uso da casca do salgueiro para cortar a febre".
Fonte: BBC Brasil
FOB desenvolve pasta de dente que evita fluorose
Um creme dental com baixa concentração de flúor e um pHmais ácido, além de ajudar na prevenção de cáries, evita
também a ocorrência de fluorose em crianças. Esse dentrifício
foi desenvolvido na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB)
da USP por uma equipe coordenada pela professora Marília
Afonso Rabelo Buzalaf.
A fluorose é a ocorrência de manchas nos dentes causadas pela ingestão excessiva de flúor quando os dentes estão sendo formados (de 1 a 7 anos, para os dentes permanentes). “Esta ingestão pode acontecer a partir de várias fontes, entre elas a pasta de dente ingerida durante a escovação”, explica a professora Marília. “Quando a quantidade de flúor ingerida é muito grande, podem ocorrer fissuras nos dentes e eles adquirem uma pigmentação amarronzada, mas o mais comum são manchas esbranquiçadas e opacas”, completa. A fluorose só acontece com crianças, enquanto os dentes estão em formação.
O flúor, porém, é conhecidamente um grande aliado no combate às cáries, tanto que várias cidades brasileiras contam com o sistema de fluoretação da água e a maior parte dos dentifrícios presentes no mercado contém flúor. No caso das pastas de dente, quanto maior a quantidade de flúor, maior será a proteção contra cáries. “Entretanto aumentará, também, o risco de ocorrência de fluorose pela ingestão inadvertida”, destaca a professora.
De acordo com Marília, uma das possibilidades de reduzir esse risco seria diminuir a quantidade de pasta usada pelas crianças durante a escovação. Mas essa estratégia seria de difícil aplicação, pois seria necessário a supervisão de um adulto em todas as escovações, o que nem sempre é possível.
Os pesquisadores da FOB tiveram, então, a idéia de desenvolver um dentrifício com um teor reduzido de flúor. Nos convencionais, esse teor é de 1.000 a 1.500 miligramas de flúor por quilo (mg/kg) de pasta. A proposta desenvolvida na FOB tinha 500 mg/kg de flúor. “Mas em termos de saúde pública, seria muito arriscado apresentar um produto com esse teor de flúor, pois não ainda não se sabe se sua eficácia anticáries seria a mesma de um dentifrício convencional [com 1.000 mg/kg de flúor]”, destaca a professora.
Marília conta que além de alterar a quantidade de flúor do dentrifício, os pesquisadores reduziram o pH da formulação. Nas pastas convencionais o pH é neutro (7); na fórmula desenvolvida pelos cientistas, o pH era ácido (4,5). Com isso, os cientistas conseguiram desenvolver um produto eficaz na prevenção das cáries, apesar de a quantidade de flúor do produto ter sido reduzida.
Os testes foram realizados pelo pesquisador Fabiano Vilhena, doutor em Biologia Oral pela FOB, com colaboração de Alberto Carlos Botazzo Delbem, professor associado de Odontopediatria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araçatuba. Eles testaram o dentrifício em 1.400 crianças com idades entre 4 a 5 anos, da rede pública municipal de ensino da cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Durante 20 meses, essas crianças usaram a formulação desenvolvida na FOB de duas a três vezes ao dia, sendo uma delas na escola. A quantidade de dentrifício usada na escova foi de 0,15 gramas de pasta, cerca de uma gota do produto. “A formulação desse dentrifício é mais líquida”, esclarece a professora. “Com as pastas convencionais é utilizado cerca de 0,5 gramas de dentrifício, quando o produto é colocado na transversal da escova”, completa. Os testes mostraram que o produto desenvolvido da FOB foi tão eficaz quanto as pastas de dente convencionais, com o dobro de flúor e pH neutro.
A professora Marília informa que a fórmula já foi patenteada pela Agência USP de Inovação. “A Universidade busca, atualmente, parceiros interessados em colocar o produto no mercado”, informa.
Em 2008, o dentrifício com baixa concentração de flúor e pH mais ácido desenvolvido na FOB foi o ganhador da Olimpíada USP de Inovação, uma competição voltada para pesquisadores da Universidade. No último mês de novembro, o produto foi classificado como um dos finalistas do Prêmio Saúde, oferecido pela Editora Abril por meio da Revista Saúde, e cuja premiação aconteceu no dia 24, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Foram cerca de 400 trabalhos inscritos, em sete áreas diferentes. A FOB concorreu na categoria “Saúde da Criança”, que teve 86 projetos participantes. A pesquisa ficou entre os três primeiros colocados, sendo o único trabalho da Odontologia entre os 21 finalistas nas sete categorias.
Agora os pesquisadores pretendem testar o produto em uma outra região brasileira, que não tenha projeto de fluoretação da água, como acontece em São José dos Campos. De acordo com Marília Buzalaf, os testes serão feitos no Estado da Paraíba, em uma cidade ainda a ser definida. Este projeto terá a participação do professor Fábio Correa Sampaio, da Universidade Federal da Paraíba.
Fonte: Agênciua USP
O flúor, porém, é conhecidamente um grande aliado no combate às cáries, tanto que várias cidades brasileiras contam com o sistema de fluoretação da água e a maior parte dos dentifrícios presentes no mercado contém flúor. No caso das pastas de dente, quanto maior a quantidade de flúor, maior será a proteção contra cáries. “Entretanto aumentará, também, o risco de ocorrência de fluorose pela ingestão inadvertida”, destaca a professora.
De acordo com Marília, uma das possibilidades de reduzir esse risco seria diminuir a quantidade de pasta usada pelas crianças durante a escovação. Mas essa estratégia seria de difícil aplicação, pois seria necessário a supervisão de um adulto em todas as escovações, o que nem sempre é possível.
Os pesquisadores da FOB tiveram, então, a idéia de desenvolver um dentrifício com um teor reduzido de flúor. Nos convencionais, esse teor é de 1.000 a 1.500 miligramas de flúor por quilo (mg/kg) de pasta. A proposta desenvolvida na FOB tinha 500 mg/kg de flúor. “Mas em termos de saúde pública, seria muito arriscado apresentar um produto com esse teor de flúor, pois não ainda não se sabe se sua eficácia anticáries seria a mesma de um dentifrício convencional [com 1.000 mg/kg de flúor]”, destaca a professora.
Marília conta que além de alterar a quantidade de flúor do dentrifício, os pesquisadores reduziram o pH da formulação. Nas pastas convencionais o pH é neutro (7); na fórmula desenvolvida pelos cientistas, o pH era ácido (4,5). Com isso, os cientistas conseguiram desenvolver um produto eficaz na prevenção das cáries, apesar de a quantidade de flúor do produto ter sido reduzida.
Os testes foram realizados pelo pesquisador Fabiano Vilhena, doutor em Biologia Oral pela FOB, com colaboração de Alberto Carlos Botazzo Delbem, professor associado de Odontopediatria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araçatuba. Eles testaram o dentrifício em 1.400 crianças com idades entre 4 a 5 anos, da rede pública municipal de ensino da cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Durante 20 meses, essas crianças usaram a formulação desenvolvida na FOB de duas a três vezes ao dia, sendo uma delas na escola. A quantidade de dentrifício usada na escova foi de 0,15 gramas de pasta, cerca de uma gota do produto. “A formulação desse dentrifício é mais líquida”, esclarece a professora. “Com as pastas convencionais é utilizado cerca de 0,5 gramas de dentrifício, quando o produto é colocado na transversal da escova”, completa. Os testes mostraram que o produto desenvolvido da FOB foi tão eficaz quanto as pastas de dente convencionais, com o dobro de flúor e pH neutro.
A professora Marília informa que a fórmula já foi patenteada pela Agência USP de Inovação. “A Universidade busca, atualmente, parceiros interessados em colocar o produto no mercado”, informa.
Em 2008, o dentrifício com baixa concentração de flúor e pH mais ácido desenvolvido na FOB foi o ganhador da Olimpíada USP de Inovação, uma competição voltada para pesquisadores da Universidade. No último mês de novembro, o produto foi classificado como um dos finalistas do Prêmio Saúde, oferecido pela Editora Abril por meio da Revista Saúde, e cuja premiação aconteceu no dia 24, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Foram cerca de 400 trabalhos inscritos, em sete áreas diferentes. A FOB concorreu na categoria “Saúde da Criança”, que teve 86 projetos participantes. A pesquisa ficou entre os três primeiros colocados, sendo o único trabalho da Odontologia entre os 21 finalistas nas sete categorias.
Agora os pesquisadores pretendem testar o produto em uma outra região brasileira, que não tenha projeto de fluoretação da água, como acontece em São José dos Campos. De acordo com Marília Buzalaf, os testes serão feitos no Estado da Paraíba, em uma cidade ainda a ser definida. Este projeto terá a participação do professor Fábio Correa Sampaio, da Universidade Federal da Paraíba.
Fonte: Agênciua USP
sábado, 5 de dezembro de 2009
Estética: Restauraciones Adhesivas Directas em Dientes Anteriores Fracturados - Baratieri
Estética: Restauraciones Adhesivas Directas en Dientes Anteriores Fracturados - Baratieri. La Odontología Restauradora, así como el campo de los Biomateriales Odontológicos, ha cambiado dramáticamente en las últimas décadas. Con base en el desarrollo de nuevos y excitantes materiales, técnicas y procedimientos que jamás imaginábamos que un día pudieran existir, se encuentran ahora disponibles. Por primera vez, el dentista puede promover una adhesión entre los sistemas resinosos y las superficies dentales sin la necesidad de preparación mecánico. Virtualmente, cualquier resina puede ser unida a las aleaciones metálicas odontológicas. La sensibilidad Postoperatoria puede ser evitada o eliminada por un proceso relativamente simple llamado "hibridización". Materiales restauradores estéticos están comenzando a ser usados en dientes posteriores.sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
LIVRO - Imágenes radiográficas de las patologías del área buco-maxilo-facial. J. Ramírez
Imágenes Radiográficas de las Patologías del Área Buco-Maxilo-Facial - J. Ramírez. Su objetivo es ofrecer al estudiante los conocimientos básicos imprescindibles en la interpretación de las imágenes radiológicas de cara al diagnóstico de las enfermedades de las regiones oral y maxilofacial. Por estar tan íntimamente relacionada con la Odontología y ser rama de la Patología, después del análisis clínico hace uso de coadyuvantes al diagnóstico como radiografías (periapical, oclusal, lateral de cráneo, posteroanterior, panorámica), biopsia, tinciones con análisis posterior en microscopio, tomografía axial computarizada, patrones de inmunofluorescencia y estudios de laboratorio. Ofrece de manera completa y práctica los principios básicos de la radiología oral y maxilofacial. Cubre los principios físicos de la radiación y sus efectos biológicos, la importancia de la seguridad y protección ante la radiación para médicos y pacientes y las más recientes técnicas en obtención de imágenes e interpretación de las estructuras anatómicas normales.DOWNLOAD
domingo, 29 de novembro de 2009
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